Quarta-feira, 7 de Março de 2007

SABIAS QUE....

curiosidades
  • Em média uma pessoa bebe cerca de 60 mil litros de água durante toda a vida?
 
  • Uma pessoa gasta cerca de 250 litros de água por dia?
 
  • O ciclo da água já não é suficiente para purificar naturalmente a água que o homem polui?
 
  • Uma caixa onde está a água deve ser limpa três vezes por ano?
 
  • 70 % da superfície da terra está a ser ocupada pela água?
 
  • A maior parte (69,6%) de água doce está nos glaciares e no gelo?
 
  • Que muitas, muitas crianças morrem todos os anos por causa da água não tratada ou água poluída?
 
  • Cada português gasta em media 100 litros de água por dia?
 
  • A água contaminada provoca doenças muito graves?
 
  • Para fazer 1 quilo de pão , gastam-se, da plantação de trigo à padaria mil litros de água?
BY: sepol às 17:14

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COMO A ÁGUA PERDE A SUA PUREZA ?

Como a água perde sua pureza?
 
 
No seu caminho para o mar, a água vai ficando carregada de partículas e matéria dissolvida, provenientes de detritos naturais e dos despejos da sociedade humana. Quando a densidade populacional ao redor de uma reserva de água é baixa, os resíduos na água podem ser degradados por micróbios, em um processo natural de autopurificação. Quando a capacidade de autopurificação  é excedida, grandes quantidades de resíduos se acumulam nos mares, onde podem causar danos à vida aquática.
 
Existem dois tipos de despejos que contaminam a água: o lixo orgânico -- proveniente de excrementos humanos e de animais e do descarte das partes fibrosas de vegetais colhidos e não consumidos -- e o lixo industrial, gerado pelos processos industriais e pelo descarte que, cedo ou tarde, se faz dos produtos fabricados pelas indústrias.
 
 
Lixo Orgânico
 
O lixo orgânico é biodegradável, mas pode representar um grande problema: a biodegradação excessiva pode levar à falta de oxigénio em rios e lagos. Os excrementos humanos contêm alguns dos mais nocivos contaminastes conhecidos, incluindo microrganismos patogénicos como os agentes da cólera, da febre tifóide e da desinteria.
 
 
Lixo Industrial
 
O lixo industrial pode incluir metais pesados e grandes quantidades de material sintético, como os pesticidas. São materiais que se caracterizam pela toxicidade e pela persistência, não sendo rapidamente degradados em processos naturais ou nas usinas de tratamento de esgotos. Materiais industrializados tais como vidro, concreto, papel, ferro e alguns plásticos são relativamente inócuos, ou por serem inertes, ou biodegradáveis, ou pelo menos não-tóxicos.
Muitos poluentes penetram em rios e lagos através de descargas de fontes localizadas -- como canalizações de esgotos -- ou de fontes não localizadas, como é o caso das águas de escoamento (runoff), que transportam   pesticidas e fertilizantes. Contaminantes também podem penetrar no ciclo da água através da atmosfera. O mais conhecido entre eles talvez seja o ácido resultante da emissão de óxido de nitrogénio e dióxido de enxofre pela indústria e pelos motores de carro. A deposição de ácido pode ser "seca" (quando os gases atingem directamente o solo ou a vegetação) ou "húmida" (quando o ácido se dissolve na chuva). Em áreas de pastoreio intensivo, parte da amónia liberada de esterco é introduzida na atmosfera e parte é convertida por micróbios no solo em nitratos solúveis. Como o nitrato tem alta mobilidade, por ser solúvel em água e não se ligar a partículas do solo,  tornou-se um dos principais poluentes da água subterrânea.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
BY: sepol às 17:10

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CARTA EUROPEIA DA ÁGUA

Carta Europeia da Água


Proclamada pelo Conselho da Europa em Maio de 1968, a Carta Europeia da Água integra 12 princípios básicos para a gestão e salvaguarda deste recurso natural tão valioso:

I - Não há vida sem água. A água é um bem precioso indispensável a todas as actividades humanas.

II
- Os recursos hídricos não são inesgotáveis. É necessário preservá-los, controlá-los e, se possível, aumentá-los.

III - Alterar a qualidade da água é prejudicar a vida do homem e dos outros seres vivos que dela dependem.

IV
- A qualidade da água deve ser mantida em níveis adaptados às utilizações e, em especial, satisfazer as exigências da saúde pública.

V - Quando a água, após ser utilizada, volta ao meio natural, não deve comprometer as utilizações que dela serão feitas posteriormente.

VI
- A manutenção de uma cobertura vegetal apropriada, de preferência florestal, é essencial para a conservação dos recursos hídricos.

VII
- Os recursos hídricos devem ser objecto de um inventário.

VIII
- A eficiente gestão da água deve ser objecto de planos definidos pelas autoridades competentes.

IX - A salvaguarda da água implica um esforço muito grande de investigação científica, de formação técnica de especialistas e de informação pública.

X - A água é um património comum cujo valor deve ser reconhecido por todos. Cada um tem o dever de a economizar e de a utilizar com cuidado.

XI - A gestão dos recursos hídricos deve inserir-se no âmbito da bacia hidrográfica natural e não no das fronteiras administrativas e políticas.

XII - A água não tem fronteiras. É um bem comum que impõe uma cooperação internacional.
 
 
BY: sepol às 17:09

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DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DA ÁGUA

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DA ÀGUA

1. A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente, cada povo, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos.

2.
A água é a seiva do nosso planeta. Ela é a condição essencial de vida e de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceder como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado no Art. 30 de Declaração Universal dos Direitos Humanos.

3. Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo a água deve ser manipulada com racionalidade, preocupação e parcimônia.

4. O equilíbrio e o futuro de nosso planeta dependem da preservação da água e dos seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente, para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos por onde os ciclos começam.

5. A água não é somente uma herança dos nossos predecessores, ela é sobretudo um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do Homem para as gerações presentes e futuras.

6. A água não é uma doação gratuita da natureza, ela tem um valor econômico: é preciso saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.

7.
A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e diascernimento, para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração de qualidade das reservas atualmente disponíveis.

8.
A utilização da água implica o respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo o homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo Homem nem pelo Estado.

9. A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.

10. O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.
 
Visto pelo lado de fora, o planeta deveria se chamar água.
Estimam-se em cerca de 1,35 milhões de quilômetros cúbicos o volume total de água na Terra.
BY: sepol às 17:08

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O MANEJO RACIONAL DA ÁGUA

A água vem se tornando cada vez mais escassa à medida que a população, a indústria e a agricultura se expandem. Embora os usos da água variem de país para país, a agricultura é a atividade que mais consome água. É possível atenuar a diminuição das reservas locais de água de duas maneiras: pode-se aumentar a captação, represando-se rios ou consumindo-se o capital -- "minando-se" a água subterrânea; e  pode-se conservar as reservas já exploradas, seja aumentando-se a eficiência na irrigação ou  importando alimentos em maior escala -- estratégia que pode ser necessária para alguns países, a fim de reduzir o consumo de água na agricultura.

Assegurar a quantidade de água necessária não basta. É preciso manter a qualidade da água.

Milhares de lagos estão atualmente sujeitos à acidificação ou à eutroficação -- processo pelo qual grandes aportes de nutrientes, particularmente fosfatos, levam ao crescimento excessivo de algas. Quando as algas em quantidade excessiva morrem, sua degradação microbiológica consome grande parte do oxigênio dissolvido na água, piorando as condições para a vida aquática. É possível restaurar a qualidade da água nos lagos, mas há um custo e o processo leva anos.

Embora a poluição dos lagos e dos rios seja potencialmente reversível, o mesmo não acontece com a água subterrânea. Como a água subterrânea não recebe oxigênio atmosférico, sua capacidade de autopurificação é muito baixa, pois o trabalho de degradação microbiana demanda oxigênio. A única abordagem racional é evitar a contaminação.

Por sua vez, a recuperação da qualidade da água do oceano é incomparavelmente mais difícil do que a dos lagos e rios, segundo experiência já adquirida, que dita ainda mais precaução nesse caso.

Tornou-se clara a necessidade de uma abordagem integrada. Expectativas socioeconômicas devem se harmonizar com as expectativas ambientais, de modo que os centros humanos, os centros de produção de energia, as indústrias, os setores agrícola, florestal, de pesca e de vida silvestre possam coexistir. Nem sempre o fato de existirem interesses variados significa que devam ser conflitantes. Podem ser sinergísticos. Por exemplo, controle de erosão caminha junto com reflorestamento, prevenção de enchentes e conservação de água.

Um projecto de manejo de recursos hídricos deveria visar mais um aumento da eficiência no consumo de água do que um aumento da disponibilidade de água. O aumento do fornecimento de água é usualmente mais caro e apenas adia uma crise. Para alguns países, aumentar a eficiência é a única solução às vezes. A irrigação pode ser e geralmente é terrivelmente ineficiente. Na média mundial, menos de 40% de toda a água usada na irrigação é absorvida pela plantação. O resto se perde. Um dos problemas trazidos pela irrigação excessiva é a salinização. À medida que a água se evapora ou é absorvida pelas plantas, uma quantidade de sal se deposita e se acumula no solo. Novas técnicas de micro-irrigação, pelas quais tubulações perfuradas levam a água diretamente às plantas, fornecem boa maneira de conservar a água.

A captação de água subterrânea para aumentar o fornecimento de água deveria ser evitada a todo custo -- a menos que se garanta que o aqüífero de onde se tira a água será reabastecido. Como a água subterrânea se mantém fora do alcance de nossas vistas, pode se tornar poluída gradualmente sem excitar o clamor público, até que seja tarde demais para reverter o dano causado pela poluição.

A adoção de programas de prevenção de poluição é preferível à utilização de técnicas de remoção de contaminantes em água poluída, uma vez que a tecnologia de purificação é cara e complexa à medida que o número de contaminantes cresce.

Paralelo a tudo isso, existe a necessidade de se fazer mais pesquisa sobre a hidrosfera, com estudos sobre a ecologia e a toxicologia da vida marinha; sobre o ciclo hidrológico e os fluxos entre seus compartimentos; sobre a extensão das reservas subterrâneas e sua contaminação; sobre as interações entre clima e ciclo hidrológico.

"Predizer o que pode acontecer se medidas rigorosas não forem implementadas no manejo dos recursos hídricos é fácil. Rios que viraram esgotos, lagos que se tornaram fossas... Não vimos isso acontecer? Pessoas morrem por beber água contaminada, a poluição sendo carregada para o mar ao longo das praias, peixes envenenados por metais pesados e a vida silvestre sendo destruída... A política do laissez-faire com relação ao manejo da água só pode conjurar mais desgraças desse tipo -- e em escala maior.

 
 
 

ESQUEMA DE UMA ETAR(ESQUEMA DE TRATAMENTO DE ÁGUA

BY: sepol às 16:58

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ESTAÇAO DE TRATAMENTO DE ÁGUAS

ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ÁGUAS
 
 
BREVE DESCRIÇÃO DAS ETAPAS DO TRATAMENTO
 
 
  • Coagulação - A primeira destas etapas é a coagulação, quando a água bruta recebe, logo ao entrar na estação de tratamento, uma dosagem de sulfato de alumínio. Este elemento faz com que as partículas sólidas, sobretudo argila, iniciem um processo de aglomeração.
 
  • Floculação - Segue-se a floculação, quando, em tanques de concreto, continua o processo de aglutinação das impurezas, na água em movimento. As partículas se transformam em flocos mais pesados.
 
  • Decantação - A água entra em outros tanques, onde vai ocorrer a decantação. As impurezas, que se aglutinaram e formaram flocos, vão se separar da água pela ação da gravidade, indo para o fundo dos tanques.
 
 
  • Desinfecção - A água neste ponto parece ser potável, apenas sob o aspecto organoléptico, mas para maior proteção contra o risco de contaminações, é feito o processo de desinfecção. Pode ser através feita através do cloro líquido, do cloro gasoso ou de outras formas. A cloração, serve para eliminar germes nocivos à saúde e garantir a qualidade da água até a torneira do consumidor.
 
  • Fluoretação - Opcionalmente, pode ser feita a fluoretação, quando é adicionado fluorssilicato de sódio ou ácido fluorssilícico em dosagens adequadas. Com o objetivo de reduzir a incidência de cárie dentária, especialmente nos consumidores de zero a 12 anos de idade, período de formação dos dentes. Por ser arbitrária, essa pratica costuma causar certa polêmica nos EUA, devido ao fato de que, em cerca de 20% dos casos, causa algum tipo de fluorose infantil.
 
  • Correção de pH- A última ação neste processo de tratamento da água é a correção de pH, quando é adicionada a cal hidratada ou barrilha leve (carbonato de sódio) para uma neutralização adequada à proteção da tubulação da rede.
 
 
Entre a entrada da água bruta na Estação de Tratamento até sua saída, já potável,   decorrem cerca de alguns segundos a 60 minutos , dependendo da qualidade da água bruta e do tipo de tratamento adotado.
 
 
 
FUNÇÃO DOS PRODUTOS QUÍMICOS UTILIZADOS NO PROCESSO
DE TRATAMENTO
 
 
 
SULFATO DE ALUMÍNIO:

Substância que agrega as partículas de sujeira que estão na água.
 
 
 
CAL:

Produto que corrige o pH da água.
 
 
 
CLORO:

Substância que mata as bactérias e microorganismos presentes na água.
 
 
 
FLÚOR:

Substância que auxilia na redução das cáries dentária.
BY: sepol às 16:57

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PRINCIPAIS DOENÇAS RELACIONADAS COM A ÁGUA

Por ingestão de água contaminada:
 
. Cólera
. Disenteria amebiana
. Disenteria bacilar
. Febre tifóide e paratifóide
. Gastroenterite
. Giardise
. Hepatite infecciosa
. Leptospirose
. Paralisia infantil
. Salmonelose
 
 
 
 
 
 
Por contato com água contaminada:
 
. Escabiose (doença parasitária cutânea conhecida como Sarna)
. Tracoma (mais frequente nas zonas rurais)
. Verminoses, tendo a água como um estágio do ciclo
. Esquistossomose
 
 
 
 
Por meio de insectos que se desenvolvem na água:
 
. Dengue
. Febre Amarela
. Filariose
. Malária
 
Cólera, febre tifóide e paratifóide são as doenças mais frequentemente ocasionadas por águas contaminadas e penetram no organismo via cutâneo - mucosa como é o caso de via oral.
 
BY: sepol às 16:55

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